Helena de Lima
- 1 de out. de 2016
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“A vida é agora. Você é jovem, mas não tem outra vida pra viver”
Helena de Lima começou assim a conversa que durou toda a manhã do dia 2 de junho de 2014. Aos 18 anos e com o apoio de seus pais, a moça saliente e com voz afinada – como era conhecida – , começou a cantar em festas de final de ano do Colégio Deodoro, local onde cursou o primário. Tempos depois, quando já era considerada uma estrela, Helena foi para o Cangaceiro, casa de show que era localizada na Rua Fernando Mendes, em Copacabana, mesmo endereço que realizou seu último trabalho, no Panorama.
Sempre mantendo o respeito em sua vida calma e tranquila, Helena buscava cantar belas músicas como, por exemplo, Estão Voltando as Flores, de Paulo Soledade, canção que a consagrou nos anos 60. Mesmo iniciando sua carreira precocemente nas noites cariocas, a cantora considera-se felizarda por nunca ter se envolvido em nenhum vício: “O importante é fazer as coisas de coração, dignidade e respeito”.
A sua voz atraia inúmeros convites de pessoas que tinham casas de show, no entanto, isso não envaideceu a jovem cantora que sempre tratou com seriedade a sua profissão. “Nunca me coloquei em um lugar diferente daquilo que normalmente uma pessoa deve ter: comportamento e disciplina ao público”, declarou Helena, que atribuiu a essa atitude o fato de ter chegado feliz ao Retiro dos Artistas, aos 88 anos de idade e com a cabeça no lugar. “Tudo na vida tem um principio, o meio e o final.
O ideal é você saber se conduzir, aceitar as coisas como são. As pessoas que entenderam isso são felizes”, concluiu.
Solteira, Helena de Lima não teve filhos, mas possui três sobrinhas que constantemente a visitam. Quando questionada sobre a decisão de não se casar, Helena foi enfática: “Difícil aparecer um homem, um companheiro a altura daquilo que a gente necessita. Por sua vez, os homens que se aproximam não querem saber de mulher com problema, querem saber de uma pessoa que esteja liberada para contar coisas boas, comentar coisas alegres, porque a vida já esta muito conturbada”.
“A vida não muda, a gente que muda a vida”.

Helena de Lima e seu amigo - e vizinho - Waldir da Cunha, Rio de Janeiro / 2014 - FOTO: Nathalia de Moura
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